A Aprendizagem no Ambiente de Trabalho – Relatório 2017

 

Realizado e divulgado pelo LinkedIn, o Relatório 2017 sobre a Aprendizagem no Ambiente de Trabalho reúne informações e constatações relevantes sobre o cenário de treinamento na América do Norte, continente que representa a maior fatia de investimentos no cenário mundial.

O infográfico abaixo é um resumo com algumas das principais constatações do relatório. Para baixar o relatório completo (em inglês) basta clicar no respectivo link indicado abaixo do infográfico.

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Fonte: Linkedin – Para baixar o relatório completo (em inglês) clique aqui.

Tradução e Adaptação: Clarity Solutions

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Análises e Conclusões do Panorama do Treinamento no Brasil

 

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Em 2016 a ABTD (Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento) realizou uma abrangente pesquisa para consolidar dados sobre o panorama do treinamento no Brasil. O estudo contou com a participação de 502 empresas, sendo 43% delas da indústria, 39% de serviços e 11% do comércio, os setores mais representativos em termos de participação nesta pesquisa.

Neste artigo nós destacaremos 10 constatações e conclusões principais desta pesquisa para promover uma melhor compreensão sobre o cenário atual, estratégias adotadas e áreas de oportunidade.

1. Investimento anual em T&D por colaborador

No Brasil a média de investimento anual em treinamento por colaborador foi de R$ 624 em 2016. Esse montante pode ser considerado baixo quando comparado à média norte-americana que é de US$ 1.229 por colaborador. Mesmo assim a média brasileira apresentou crescimento de 24% sobre o valor estimado em 2015, o que na prática é uma boa notícia, sobretudo pelas incertezas econômicas dos últimos anos.

2. Volume de horas de treinamento por colaborador

A quantidade média de horas de treinamento por colaborador também aumentou em 2016, em relação ao ano anterior. Esse crescimento foi de cerca de 33%, com a média subindo de 16,6 para 22 horas por colaborador. Apesar deste crescimento, podemos considerar que ainda se trata de um volume médio bastante baixo: são menos de três dias de treinamento por ano. A título de comparação, nos EUA esta média é de 33 horas por ano (50% maior do que a média brasileira).

3. Como as organizações definem os seus orçamentos anuais para T&D

Dentre os fatores que influenciaram a definição de orçamento em 2016 ressaltamos os três mais votados pelas empresas respondentes: previsão considerando valores dos anos anteriores (59%), previsão considerando o planejamento futuro (53%) e valor fixado, independente do faturamento (18%). De todas as empresas respondentes, 21% delas afirmaram não existir uma verba anual de T&D definida.

4. O tamanho da área de T&D

Segundo a pesquisa, as empresas brasileiras possuem em média cinco profissionais de T&D em suas equipes, quantidade constante nos últimos anos de acordo com pesquisas anteriores. Esta equipe de treinamento é naturalmente menor em empresas com menos funcionários e maior em empresas com mais funcionários. Para exemplificar, empresas com um quadro de 101 a 500 funcionários possuem em média 1,6 profissionais de treinamento. Empresas com um quadro de 5001 ou mais funcionários possuem em média 14 profissionais de treinamento.

5. A média de colaboradores para cada profissional de T&D

Em 2016 esta média ficou em 706 de acordo com a pesquisa, ou seja, foram 706 funcionários para cada profissional de T&D. Essa média cresceu em relação aos dois anos anteriores: Em 2014 e 2015 eram 399 e 683 funcionários para cada profissional de T&D, respectivamente. Esse panorama indica uma tendência de equipes de treinamento cada vez mais enxutas, e com desafios maiores se considerarmos o aumento gradual de investimentos e do volume de horas de treinamento, já destacados anteriormente. Isso também pode ser explicado por um aumento na quantidade de projetos de treinamento terceirizados com consultorias especializadas, como veremos a seguir.

6. A distribuição dos gastos de T&D

A pesquisa de 2016 também reforçou a tendência de crescimento da terceirização das atividades de treinamento, previamente observada nos últimos três anos. Segundo as empresas respondentes, 47% do orçamento para treinamento foi direcionado para a terceirização (contratação de professores, empresas de consultoria, cursos e seminários de mercado, cursos de idiomas, etc.). Outros 40% foram direcionadas para atividades internas e 13% em cursos curriculares (ensino tradicional). Somente 8% das empresas participantes afirmaram não terceirizar nenhuma atividade.

7. Distribuição das ações de treinamento

De todas as ações de treinamento, em média 60% são direcionadas para um público de não líderes, 26% para um púbico de gerência e supervisão e 14% para a alta liderança. Tais médias mudam em função do setor das empresas. Para exemplificar, no setor de comércio nota-se uma priorização das atividades para líderes (59%). No setor de indústria a prioridade é do público de não líderes, e a média nesse caso sobe para 69%.

8. Comparativo entre os métodos de entrega de treinamento

De uma forma geral o treinamento presencial ainda é dominante em relação aos demais métodos de entrega, correspondendo a 63% das atividades aplicadas pelas empresas respondentes. O treinamento prático no local de trabalho (on the job) é o segundo método mais aplicado com 17%. Em terceiro lugar aparece o e-Learning ou EAD (Educação a Distância) com 15%. O treinamento misto (blended) é aplicado somente em 5% das atividades. Nota-se nesse cenário um grande potencial de crescimento para as opções de e-Learning e treinamento misto no país, considerando principalmente os elevados custos logísticos de um país com dimensões continentais como o Brasil.

9. A aplicação dos diferentes formatos de EAD (e-Learning)

Considerando todos os respondentes que já aplicam a educação a distância (EAD), 44% das atividades realizadas ocorreram na modalidade assíncrona ou de auto estudo, em que o colaborador estuda sozinho. Outros 33% das atividades em EAD ocorreram sem o uso de tecnologia, ou seja, se basearam em apostilas, manuais, etc. Somente 11% das atividades em EAD ocorreram por meio do e-Learning ao vivo com interação (webinar, web conferência, etc.).

Outros 7% das atividades ocorreram por meio do chamado treinamento ao vivo remoto (vídeo conferência, satélite, etc.). O restante (6%) ocorreu através de outros meios mais específicos (mobile, podcasts, vídeo cassete, etc.). Ao comparar esses dados com estatísticas de 2015, é possível perceber que as opções mobile learning e e-Learning ao vivo foram as que mais cresceram em termos de aplicação.

10. As avaliações mais aplicadas no treinamento

A avaliação de reação continua sendo a mais aplicada nos treinamentos com 76% de incidência, percentual que praticamente não mudou em comparação a 2015 (77%). A avaliação do aprendizado ou do conhecimento aparece em segundo lugar com 28% (em 2015 esse percentual era de 30%). A avaliação de aplicabilidade surge em seguida com 13% (o que representa um ligeiro crescimento em relação ao percentual de 2015: 9,8%). A avaliação dos resultados aumentou de 4,9% em 2015 para 6% em 2016. A análise de ROI continua sendo a menos aplicada com somente 3% (percentual que cresceu em relação a 2015: 1,8%).

Fonte: O Panorama do Treinamento no Brasil – Fatos, Indicadores, Tendências e Análises – Integração Escola de Negócios

Equipe Clarity Solutions

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Especial: A Educação a Distância no Brasil

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Neste artigo especial sobre a Educação a Distância (EAD) no Brasil abordaremos dados estatísticos sobre a sua expansão no país, projeções de crescimento para os próximos anos, além de listarmos os cursos mais procurados nesta modalidade. Também vamos apresentar alguns dados que comparam a EAD com o ensino presencial no Brasil.

Histórico e Cenário Atual

Talvez você não saiba ou não se recorde, mas a primeira geração de EAD no Brasil foi caracterizada pelos cursos por correspondência, por meio dos quais o aluno recebia o material para estudos em casa, com conteúdos e exercícios. Esta era a época do Instituto Universal Brasileiro, dentre outros que atuavam para preparar pessoas para o mercado de trabalho através de materiais impressos enviados pelo correio.

Já na década de 1970 surgiu a segunda geração da EAD no país. O foco principal ainda eram os materiais impressos mas surgiram também os programas de televisão, fitas de áudio e vídeo. O Telecurso é provavelmente o exemplo mais conhecido da mudança ocorrida nesta geração.

A terceira geração é a que estamos testemunhando atualmente. Ela se caracteriza principalmente pelo advento da Internet e de suas inúmeras opções de comunicação e compartilhamento de informações. Somente nesta última geração que a EAD apresentou números realmente marcantes graças à popularização das tecnologias.

Em 2013 a EAD atingiu a marca de mais de 1 milhão de alunos no Brasil matriculados em cursos superiores. E esses números somente cresceram desde então.

Vantagens da EAD e Expansão

Nos últimos anos um importante fator impulsionador para o crescimento da EAD no Brasil foram os programas governamentais que visaram facilitar o acesso de alunos ao ensino superior. E esta realmente se mostrou a modalidade com maior crescimento no país.

A cada ano milhares de novos cursos superiores são reconhecidos pelo MEC, sendo que a licenciatura é o grau com mais alunos em EAD, seguida pelos cursos superiores de tecnologia e bacharelado. A maioria dos alunos de graduação em EAD estuda em faculdades privadas.

Então quais são os principais motivos para tamanha expansão da EAD no Brasil?

O primeiro deles nós já mencionamos acima e compreende a ação governamental. Ações como o Programa Universidade para Todos (ProUni) que garante bolsas de estudos em faculdades particulares abrange a modalidade EAD. Outro exemplo é a Universidade Aberta do Brasil (UAB) que é gratuita e oferece cursos de licenciatura e capacitação para professores.

Um segundo motivo importante é o reconhecimento do MEC. Instituições que desejam oferecer cursos superiores em EAD precisam obter o respectivo credenciamento junto ao Ministério da Educação (MEC). Além disso, um curso credenciado passa a ser avaliado no mesmo nível dos cursos presenciais. O diploma obtido em um curso superior realizado à distância e reconhecido pelo MEC vale tanto quanto um diploma de um curso presencial.

Um terceiro motivo (e talvez o mais relevante de todos) está ligado à motivação do aluno em participar de um curso a distância. As vantagens que a EAD oferece ao aluno são um grande fator para o crescimento da modalidade no país. Questões como flexibilidade de horários, comodidade, economia de tempo e mensalidades com preços mais baixos representam grandes atrativos para que a modalidade continue a crescer, sobretudo em um país tão extenso e com tantas carências em termos de formação.

Ao analisarmos esta expansão em termos estatísticos baseados na quantidade de matrículas em cursos EAD veremos que a modalidade saiu de cerca de 50 mil matrículas em 2003 para mais de 1,1 milhão de matrículas dez anos depois. Em 2013 este total de matriculas já representava mais de 15% de todas as matrículas no ensino superior no Brasil. Em 2014 passou a representar 25%.

E o que podemos projetar para os próximos anos? Alguns estudos e análises de especialistas apontam que esta participação da EAD em termos de matrículas no ensino superior pode chegar a um percentual entre 40% e 45% nos próximos anos.

Isso na prática significa que o total de alunos em EAD pode dobrar nos próximos 5 anos.

A modalidade tem obtido muita força com a popularização da banda larga no país, e uma nova geração de jovens nascidos em um ambiente cem por cento digital abre novas perspectivas para o setor.

Esta expansão também se verifica quando comparamos o ritmo de novos ingressantes em cada modalidade nos últimos anos. Em 2012 o ritmo de novos alunos em EAD apresentou uma taxa de crescimento de 12% enquanto que na educação presencial o crescimento médio não chegou a 5% (segundo os dados do Censo da Educação Superior 2013 – MEC).

Considerando este cenário e a perspectiva de que novas ações governamentais possam fomentar ainda mais a modalidade de EAD (tais como novos financiamentos que também a contemplem) abre-se uma perspectiva sólida de crescimento para este mercado ao longo das próximas duas décadas, sobretudo por que ainda existe muito espaço para o crescimento do ensino superior no Brasil.

Ao mesmo tempo este é um setor cuja concorrência deve aumentar quando avaliamos o posicionamento das universidades e dos grandes grupos educacionais.  Pouco mais de 200 instituições já atuam no segmento de EAD e pelo menos outras 100 aguardam a autorização ao MEC.

Os investimentos previstos pelos grupos educacionais para os próximos anos devem se concentrar na abertura de novos polos e na criação de novos cursos.

Os cursos em EAD mais procurados

Segue a lista dos 10 cursos de graduação a distância mais procurados segundo estatísticas do MEC divulgadas em 2012:

  1. Pedagogia (273.248)
  2. Administração (128.186)
  3. Serviço social (74.474)
  4. Competências Gerenciais (45.880)
  5. Ciências Contábeis (40.936)
  6. Gestão de Pessoal/Recursos Humanos (35.486)
  7. Administração Pública (34.611)
  8. Letras – Licenciatura (28.591)
  9. Matemática – Licenciatura (23.328)
  10. Biologia – Licenciatura (19.087)

Dados Gerais da EAD nos EUA

Segundos dados do governo norte-americano divulgados em um relatório de 2012 o ritmo de crescimento da educação a distância no país não demonstra ser tão grande quanto no Brasil.

Cerca de 5,4 milhões de estudantes norte-americanos (1 em cada 4) fizeram pelo menos um curso a distância ao longo de 2012 segundo o Centro Nacional de Estatísticas Educacionais dos EUA. Apesar de soar como uma quantidade significativa, ela apresentou um decréscimo de 1,7 milhões de alunos em relação ao que foi reportado um ano antes.

Este estudo também apontou que em 2012 cerca de 1 milhão de estudantes participaram exclusivamente de cursos a distância (número idêntico à quantidade que o censo educacional brasileiro apontou em 2013).

Seguem mais algumas conclusões importantes deste estudo:

  • Alunos norte-americanos já graduados são muito mais propensos a optar por um curso exclusivamente a distância do que alunos que ainda buscam graduação. Dos 2.9 milhões de estudantes já graduados nos EUA, 22% estudaram exclusivamente a distância. Dentre os alunos sem graduação este percentual era de somente 11% em 2012.
  • Mais de 51% dos estudantes matriculados exclusivamente em cursos a distância deram preferência por cursos oferecidos por instituições do mesmo estado em que moram.

Referências:

Ensino a distância no Brasil pode dobrar em 5 anos – Exame.com

A expansão EAD e vantagens nos cursos superiores – EAD.com

Educação a distância cresce mais que a presencial – Agência Brasil

Educação à Distância é responsável por mais de 15% do ensino superior – ZH Notícias

New Government Data Sheds Light on Online Learners – US News

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Enquete: o seu orçamento para projetos de treinamento em 2015 aumentou ou encolheu?

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Em 2014 nós vivenciamos um ano atípico no Brasil. Acontecimentos como a Copa do Mundo de futebol, eleições, a crise hídrica sem precedentes na região mais industrializada do país, dentre outros eventos, certamente influenciaram a economia e as decisões tomadas no âmbito corporativo.

Muitas pessoas afirmam que em tempos difíceis o setor da empresa que mais sofre cortes é justamente a área de treinamentos. Será que isso será verdade em 2015? O intuito desta enquete é exatamente ajudar a responder esta pergunta.

Selecione abaixo a opção que melhor reflete a situação do orçamento que a sua organização destinará para treinamentos em 2015:

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