10 Tendências para o Mercado de Treinamento até 2020

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Começamos hoje neste blog uma série de artigos sobre 10 macrotendências para o mercado de treinamento até 2020. A cada 15 dias abordaremos uma tendência e nosso principal objetivo é promover a reflexão e a discussão. Antes de começarmos vale a pena lembrar que, quando denominamos algo como tendência, devemos associar algum grau de incerteza ao assunto por isso a importância da discussão.

Vamos então começar tratando da macrotendência abordada nesta semana:

 

#1: O Crescimento do Rapid Learning

O Rapid Learning é uma metodologia que surgiu durante a última década para a produção rápida de cursos em e-Learning. Tipicamente o próprio autor de um conteúdo em PowerPoint pode, através de um software específico, adicionar sua própria narração sincronizada às animações dos slides, adicionar testes ou até mesmo outros elementos colaborativos entre os slides.

O sucesso e a popularização do Rapid Learning aconteceram, sobretudo por uma razão econômica, uma vez que o investimento de tempo e recursos para produzir um curso neste modelo se mostrou bem inferior aos investimentos normalmente realizados para produzir os tradicionais cursos em e-Learning. Adicione a tudo isso a simplicidade de produção e temos uma alternativa realmente muito interessante para compilar e propagar o conhecimento.

É perceptível tanto no Brasil como em outros mercados que as organizações tem aumentado os seus investimentos em Rapid Learning, simplesmente porque notaram que nesta modalidade é possível produzir mais cursos por menos dinheiro.

Com a evolução dos softwares de autoria para o Rapid Learning atualmente é possível produzir cursos tão atrativos quanto os tradicionais cursos e-Learning sob medida ou tailored-made. Entretanto, existe a necessidade de aplicação de conhecimentos específicos em design instrucional e nos softwares de autoria para realmente produzir cursos tão eficazes e atrativos.

Outra vantagem das ferramentas de Rapid Learning é que estas já oferecem opções para a exportação dos treinamentos produzidos em formato mobile, sem a necessidade de programação específica.

Atualmente percebe-se duas estratégias distintas nas organizações. Parte delas prefere adquirir as ferramentas e produzir internamente os treinamentos com os seus próprios colaboradores atuando como autores. Esse é o modelo seguido por organizações que possuem equipe disponível ou preferem manter o processo de produção dos cursos “dentro de casa”. Essa é uma estratégia que pode funcionar bem desde que a equipe realmente tenha o tempo disponível para produzir conteúdos interessantes e que esses autores possuam conhecimentos em design instrucional e na ferramenta de autoria adotada. Caso contrário os cursos produzidos ficarão muito parecidos com o próprio PowerPoint original usado em sala de aula o que pode reduzir os resultados de aprendizado.

Um segundo tipo de estratégia tem sido percebido em organizações que preferem contar com o apoio consultivo de especialistas no assunto. Normalmente essa decisão acaba sendo tomada em função da falta de equipe própria com preparo técnico e foco suficiente para gerar cursos realmente eficazes. Essas organizações têm optado pela terceirização deste tipo de trabalho o que pode na prática significar ganho de qualidade, rapidez na produção e economia. Nesse caso é fundamental trabalhar com parceiros que realmente possam agregar valor ao processo, garantindo a produção de cursos mais atrativos e eficazes do que se fossem produzidos pela equipe interna.

Previsões de especialistas apontam para uma maior popularização do Rapid Learning nos próximos anos, com a convergência em termos de formatos de conteúdos e a simplificação para os autores. A expectativa é que com isso a capacidade para geração e compartilhamento do conhecimento aumente.

E você, acredita nesta tendência? Compartilhe suas ideias e opiniões a respeito através de comentários para este artigo.

Na próxima semana nós traremos o segundo artigo sobre as 10 macrotendências para o mercado de treinamento até 2020. O tema será “O aprendizado informal vai suplantar o formal”. Boa leitura!

Equipe Clarity Solutions

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SCORM vs Tin Can: Conheça as Diferenças

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Se você já atua com e-Learning há algum tempo certamente já ouviu falar do SCORM e suas características principais. O que talvez seja novidade para você é o surgimento de um novo padrão que poderá no futuro substituí-lo: o Tin Can API.

O Tin Can API (conhecido também como Experience API) é uma especificação relativamente nova aplicada para tecnologias de aprendizagem que permite a coleta de dados sobre a vasta gama de experiências que uma pessoa possui (on-line e/ou off-line). Esse API captura dados em um formato compatível sobre a pessoa ou as atividades de um grupo.

Muitas foram as reclamações até hoje de profissionais da área de treinamento sobre as dificuldades e limitações do SCORM. Usuários com papéis administrativos dentro de ambientes de aprendizado e até mesmo autores de conteúdo certamente se depararam com situações em que o SCORM apareceu como vilão.

Na realidade o SCORM pode ter cumprido razoavelmente bem o seu propósito inicial mas certamente ficou longe de oferecer uma visão abrangente sobre o aprendizado de uma pessoa ou equipe, a ponto de não poder ser elogiado abertamente pela maioria.

O fato é que atualmente o aprendizado está acontecendo em todos os lugares e a qualquer momento, e não somente através de cursos tradicionalmente publicados dentro de um LMS e no padrão SCORM. O Tin Can API promete registrar qualquer experiência de aprendizado, quando e aonde ela acontecer, oferecendo uma visão bem mais ampliada sobre o processo de aprendizado de uma pessoa ou grupo.

Uma pergunta que talvez já esteja circulando na sua cabeça: e o que faço com todo o conteúdo em SCORM que já produzi? Esse conteúdo pré-construído poderá ser convertido para atender o padrão Tin Can através de algumas ferramentas específicas que já existem.

É interessante notar também que ferramentas de autoria bastante consolidadas mundialmente como o Articulate e o Adobe Captivate já oferecem opções para que o conteúdo produzido possa ser exportado para o padrão Tin Can. E é provável que esse tema ganhe importância nas próximas atualizações e versões.

O mesmo deverá acontecer com as plataformas LMS que ainda não apresentam esta opção. Algumas plataformas de mercado com atuação global tais como Docebo, Saba, Questionmark e Blackboard já adotaram o padrão como parte de suas características de uso. Para ver uma lista completa dos fornecedores de tecnologias que já adotaram o Tin Can API clique aqui.

Confira abaixo um resumo com as 10 principais diferenças entre o SCORM e o Tin Can API:

 

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Equipe Clarity Solutions

Fontes:

3 Tendências para o Mobile Learning em 2014

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Há quem afirme que o Mobile Learning se consolidará ao longo de 2014 como um formato preferencial para muitas iniciativas de aprendizado, sobretudo por oferecer vantagens fundamentais como conveniência e acessibilidade.

Relacionamos neste artigo 3 previsões de tendências para este ano relacionadas ao aprendizado através de dispositivos móveis ou simplesmente Mobile Learning.

#1 Melhor Experiência de Aprendizado para os Usuários de Mobile Learning

Graças ao avanço tecnológico dos aparelhos móveis e ao desejo dos usuários em obter uma experiência cada vez mais motivadora e atrativa através dos seus dispositivos é natural que os desenvolvedores de soluções para Mobile Learning se sintam constantemente desafiados e vislumbrem oportunidades muito interessantes de inovação.

Essa combinação já está produzindo uma crescente popularização de ferramentas de autoria que exportem os projetos para HTML5 e que garantam uma execução estável e eficaz dos conteúdos em dispositivos móveis tais como tablets e smartphones.

Essa popularização certamente irá acelerar a evolução de tais softwares de autoria garantindo maiores possibilidades e facilidades de desenvolvimento.

#2 Maior adoção do Mobile Learning dentro do ambiente de trabalho para aumentar a produtividade

Segundo pesquisa global conduzida pela Cisco em 2013, 65% dos profissionais consultados disseram que esperam poder usar os seus dispositivos móveis dentro do ambiente de trabalho como uma maneira de acessar arquivos, aplicações e informações da empresa em que atuam.

A expectativa de muitos especialistas é que as pessoas passarão a demonstrar uma maior aceitação pelo aprendizado móvel do que através do computador. O importante será compreender que existem diferenças importantes entre os 2 modelos em termos de formato e linguagem.

Alguns estudos realizados com jovens nos EUA apontam que o nível de engajamento dos alunos em relação ao estudo cresce quando conteúdos de aulas são disponibilizados através de tablets. Se os estudantes de hoje serão a força de trabalho dentro de alguns anos é evidente que esse tipo de preferência será mantida também quando o aprendizado acontecer dentro do ambiente de trabalho.

#3 O Aprendizado off-line aumentará a produtividade das pessoas dando a elas maior controle sobre o seu aprendizado

O aprendizado off-line se tornará algo grande. Isso pode soar como um retrocesso pois perderíamos as vantagens que o mundo on-line propiciou, sobretudo a facilidade para atualização de conteúdos.

O fato é que as pessoas ainda enfrentam muitas dificuldades para acessar conteúdos de forma on-line quando estão usando os seus dispositivos móveis. Até que essas dificuldades de conectividade sejam resolvidas a opção off-line pode ser interessante e realmente ganhar espaço.

Uma questão importante é como alinhar tecnicamente o rastreamento do acesso aos conteúdos off-line dentro de um LMS que pressupõe um aprendizado on-line com a autenticação do usuário. Esse certamente será um desafio para os fornecedores de LMS se a opção off-line realmente se difundir.

Equipe Clarity Solutions

Fonte: The Top Trends in Mobile Learning for 2014 – elearningindustry.com

 

Como Escolher um LMS

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Como escolher um LMS

O LMS (Learning Management System) ou simplesmente AVA (Ambiente Virtual de Aprendizagem) é um sistema que permite promover e gerenciar as atividades de aprendizado e desenvolvimento dentro de uma organização. No artigo de hoje vamos apresentar de forma bem objetiva uma estratégia simples sobre como selecionar e escolher um LMS para a sua organização.

Escolher um LMS não é uma tarefa fácil sobretudo pela elevada quantidade de fornecedores, distintas opções e características de oferta, variedade de funcionalidades, pelo ritmo de inovação e pela diversidade de preços.

A estratégia que apresentaremos aqui se baseia em 5 dimensões ou etapas que podem otimizar bastante o seu investimento de tempo e aumentar as chances de acertar na escolha. Isso é fundamental pois a implementação de um LMS é como um casamento: se não der certo vai gerar muita dor de cabeça e custar dinheiro também.

Vamos então às 5 dimensões ou etapas de análise:

  1. Identificar as suas necessidades
  2. Definir os requerimentos
  3. Selecionar produtos habilitados
  4. Avaliar os produtos selecionados
  5. Escolher o seu LMS.

#1 Identificar as suas Necessidades

Você sabe o que é importante para a sua organização? Se não souber provavelmente concluirá de início que qualquer LMS poderá funcionar, mas na prática as coisas não funcionam bem assim.

A melhor maneira de começar é fazer uma boa lição de casa nesta etapa. Converse com a sua liderança e demais áreas envolvidas no projeto para identificar o que eles esperam do LMS e as suas necessidades de treinamento e gestão. O que se espera de benefícios com o LMS? Se o projeto em questão for para a substituição de um LMS que já existe na organização procure mapear o que eles pensam que deveria melhorar ou funcionar de forma diferente em uma nova solução.

Vejamos abaixo 3 exemplos de tópicos que podem ser mapeados nesta dimensão de análise:

  • Necessidade de atender públicos em outros países, seja de imediato ou em uma fase próxima do projeto.
  • Necessidade de atender usuários equipados com tablets, por exemplo, equipes de vendas ou de suporte em campo.
  • Políticas específicas de segurança da informação coordenadas pela área de TI que podem impactar na escolha do modelo de uso do LMS.

A qualidade das informações mapeadas nesta fase permitirá estabelecer os requerimentos que efetivamente vão direcionar o processo de seleção tornando-o aderente aos objetivos da organização quanto à adoção do LMS.

#2 Definir os Requerimentos

Nessa fase a lição de casa é estabelecer uma lista de requerimentos que serão a base para o critério de avaliação dos possíveis fornecedores. Quanto mais completa e clara for a sua lista de requerimentos mais fácil serão as etapas seguintes desse processo. O foco desse trabalho deve estar no que os alunos e os usuários com papel administrativo devem conseguir fazer no LMS. Lembre-se de que cada requerimento deve expressar uma necessidade e não uma solução.

Para que você tenha uma ideia da quantidade ideal de requerimentos, se você estabelecer uma lista com um volume entre 30 e 50 itens requeridos você provavelmente estará no caminho certo. Pode ser interessante tentar classificar os requerimentos em 3 categorias básicas: funcional, técnica e financeira.

Os requerimentos funcionais apontam como um sistema funciona ou se comporta sob a ótica da gestão do aprendizado. Os técnicos descrevem como o LMS pode se enquadrar nas regras de TI da sua organização. Os itens financeiros ajudarão a avaliar o quanto uma solução LMS está dentro ou fora dos seus limites de orçamento.

Vejamos abaixo 3 exemplos de tópicos que podem ser definidos nesta fase:

  • Requerimento Funcional: os líderes devem ter a permissão no LMS para matricular os membros da sua equipe em atividades de aprendizado.
  • Requerimento Técnico: o LMS deve funcionar em computadores (PC´s) e em dispositivos móveis (tablets e smartphones).
  • Requerimento Financeiro: a cobrança pelo uso do LMS deverá ser fixa para um determinado volume pré-estipulado de usuários.

 #3 Selecionar Produtos Habilitados

Como existem centenas de plataformas LMS no mercado é fundamental estreitar o seu leque de opções. A melhor maneira é avaliar a sua lista de requerimentos e selecionar de 10 a 12 itens que são fundamentais e tem um peso maior para o seu projeto.

A missão passa a ser uma consulta aos sites dos fornecedores que você conhece para uma primeira análise de funcionalidades e características. Esse primeiro “filtro” lhe permitirá identificar, por conta própria, quais fornecedores demonstram, mesmo que sem um contato direto, atender os requerimentos fundamentais.

Isso lhe dará a sua lista de produtos habilitados. Tente trabalhar (se possível) com uma lista de 5 a 10 fornecedores habilitados ao final desta etapa, e que portanto serão convocados para a próxima fase. Lembre-se que quanto mais fornecedores você habilitar nesta etapa mais tempo terá que investir para conversar, receber e interagir com cada um deles.

#4 Avaliar os Produtos Selecionados

Tudo indo bem até aqui, certo? Você já conseguiu encontrar uma lista de potenciais fornecedores que aparentemente se enquadram nos principais requerimentos que você mapeou para o projeto. Chegou o momento de avaliar os produtos.

Essa etapa de avaliação pode ser menos ou mais minuciosa. Existem empresas que optam por um processo de avaliação mais objetivo e rápido. Outras se dispõem a seguir um processo mais detalhado, rigoroso e longo. Vejamos algumas ações que normalmente fazem parte de um processo de avaliação:

  • RFI (Request for Information): trata-se de uma lista dos seus requerimentos. Mande-a em formato de perguntas para os seus candidatos a fornecedor e peça para que eles forneçam informações sobre como o seu produto pode atender cada requisito. Evite perguntas cujas respostas seja “sim” ou “não”. O ideal é aplicar perguntas que façam com que o fornecedor dê uma descrição sobre como o item seria atendido por ele. Com as respostas em mãos você conseguirá gerar uma pontuação para cada fornecedor, podendo inclusive ponderar pesos maiores para itens classificados como fundamentais na etapa anterior.
  • Peça uma Demonstração: após receber as respostas da RFI que você preparou, você poderá descartar alguns candidatos. Para aqueles que continuarem na sua lista solicite uma demonstração do produto com o foco nas funcionalidades que você relacionou no documento de RFI. Isso ajudará a confirmar que as informações que cada fornecedor deu ao responder a RFI são verdadeiras.
  • Solicite um ambiente de testes: para as empresas que sobreviverem à demonstração, você poderá pedir (caso tenha tempo disponível) um acesso a um ambiente de testes ou de demonstração para explorar o LMS na visão do aluno e do administrador. Isso pode dar uma visão apurada e prática do quando uma solução pode ser intuitiva ou complicada.
  • Peça Referências de Clientes: peça para os candidatos algumas referências de clientes que eles já atendem e que possuam projetos parecidos com o seu em termos de volume de usuários, tipo de aplicação e público-alvo. Tente conversar diretamente com esses clientes sobre o nível de satisfação deles com o produto, o tempo de resposta do suporte técnico, o quanto o produto evoluiu através do tempo, o comportamento de custos, dentre outras questões que sejam mais relevantes para o seu cenário de uso.
  • Avalie a saúde financeira do fornecedor: tente obter essas informações no web site de cada fornecedor ou peça diretamente. É importante entender características gerais da empresa (se é familiar, pertence a investidores, quanto tempo de mercado, etc.), qual o nível de faturamento dos últimos 3 anos, quantos colaboradores possuem, quantos especificamente nas áreas de suporte técnico e desenvolvimento, quantidade de clientes, etc. Essas informações podem lhe dar uma boa ideia da capacidade atual do fornecedor e das perspectivas deste continuar a investir para manter o seu produto em alto nível. Lembre-se que quando se trata de tecnologia, o que funciona bem hoje amanhã pode estar obsoleto.

 #5 Escolher o seu LMS

Depois de uma longa jornada chegou a hora de decidir! Se você cumpriu bem as etapas anteriores é provável que tenha boas opções nas mãos. Quem permaneceu na sua lista final até este ponto pode atender bem o seu projeto em termos técnicos. É hora de tratar mais detalhadamente de preços.

Peça uma proposta comercial para cada um dos finalistas considerando o atendimento do projeto com as características que você já apresentou para eles. O ideal é ter 2 ou 3 empresas finalistas. Chegou a hora de negociar com cada uma delas.

Sua organização não precisa optar pela empresa que tiver o menor preço desde que haja uma justificativa técnica. Lembre-se que se você realizou corretamente todas as etapas anteriores, certamente já foi investido um razoável tempo seu e de outras pessoas que em algum momento participaram desse processo. Será que vale a pena optar pelo solução mais econômica nesse último momento mesmo que a diferença de valores seja pequena?

Como um antigo apresentador dizia em um antigo programa de televisão: “o final, você decide!”

Equipe Clarity Solutions

Fontes:

“Five Steps to Evaluate and Select an LMS: Proven Practices” – Learning Solutions Magazine – by Steve Foreman

“Choosing a Learning Management System” – White Paper – ADL

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O Desafio do Blended Learning para o Profissional de Treinamento

treinamentoSe você trabalha com o desenvolvimento e a implementação de programas de treinamento já deve saber sobre a importância de expandir cada vez mais a sua visão sobre a utilização de forma integrada de recursos instrucionais mais atuais para tornar o aprendizado mais efetivo e moderno.

Estamos falando na prática do chamado Blended Learning que consiste na estruturação de programas que combinam diferentes meios e estratégias de aprendizado que em conjunto garantem um aprendizado mais consistente.

Se pensarmos no cenário em que vivemos hoje e em todas as ferramentas de aprendizado e comunicação que dispomos vamos identificar centenas de opções que podem ser adotadas para fins educacionais dependendo do objetivo, contexto e público-alvo de cada demanda. Para exemplificar, podemos citar algumas destas opções de recursos: vídeos, conteúdos para tablets, redes sociais, jogos de aprendizado, e-books, salas virtuais, listas de discussão, storytelling, repositórios de conhecimento, etc.

Uma pergunta muito frequente e bastante natural é como planejar e adotar essas diversas opções de meios e formatos dentro de um programa de aprendizado efetivo em termos técnicos e pedagógicos?

Podemos pensar em abandonar o modelo presencial, reformular drasticamente os processos de aprendizado que já seguimos, estudar e implantar um ecossistema revolucionário de aprendizado, ou até mesmo adotar novos papéis dentro da nossa organização, mas o que deve ficar claro é que se queremos que o nosso trabalho continue relevante precisamos agir para encontrar maneiras de promover o aprendizado além do treinamento como já o conhecemos.

Como existem incontáveis opções de formatos atualmente não é fácil escolher quais são as mais indicadas ou quais podem trazer os melhores resultados para cada tipo de demanda. Uma dica importante é pensar sempre no público-alvo. As pessoas normalmente gostam de ter opções diferentes e controle sobre como e quando participar de uma iniciativa de aprendizado mas elas também gostam de serem (até certo ponto) guiadas e orientadas para encontrar as melhores opções, ganhar tempo e também confirmarem se estão compreendendo adequadamente o que estão estudando.

A ideia de implantar um ambiente de aprendizado em que a pessoa tenha uma experiência bastante personalizada e direcionada, seja no cenário corporativo como no educacional, já existe há mais de uma década.

Para que um indivíduo consiga adquirir novos conhecimentos ou habilidades de forma personalizada no mundo tecnológico em que vivemos é indicado continuar a ler artigos, livros e acessar recursos mais tradicionais da web como sites e fontes diversas, além de seguir líderes e pensadores de interesse e estabelecer uma rede de contatos que lhe permita a troca de informações relevantes. Isso tudo pode acontecer pela Internet, certo? Até mesmo a educação formal pode ser viabilizada a distância e não pode ser desconsiderada dentro deste contexto.

Entretanto, esse ecossistema mais atual e moderno de aprendizado exigirá mais de cada indivíduo. A simples busca pelo conhecimento não é mais suficiente. Espera-se que o indivíduo se envolva e participe da geração do conhecimento dentro deste novo ecossistema, ou seja, ele não pode mais ser um mero coadjuvante que só obtém informação. Ele precisa gerar e compartilhar conhecimento e experiências para alimentar bases de conhecimento que servirão para outras pessoas e para o seu próprio desenvolvimento.

Mais do que isso, o indivíduo também deverá desenvolver a competência de monitorar o seu próprio ritmo de desenvolvimento, identificando os caminhos que lhe são mais úteis e os formatos que mais trazem resultados para o seu perfil e preferências de aprendizado.

Percebe-se claramente um nível de mudanças significativas em relação ao modelo mais tradicional de treinamento, sobretudo pelo lado de quem aprende. O profissional de treinamento precisa então expandir a sua abrangência de atuação, saindo de um modelo mais simples em que se pensa e executa projetos pontuais direcionados para demandas específicas, passando por um segundo estágio em que se atua para desenhar e implementar modelos que mesclam ou combinam formatos e meios distintos de aprendizado, até o ponto de se conseguir envolver diretamente no desenho e aplicação de ecossistemas de aprendizado em que o aprendiz tem um papel muito mais ativo na sua própria trajetória de desenvolvimento.

Nesse último estágio, sem dúvida o papel do profissional de treinamento muda bastante e ganha importância. Esse papel deixa de ser operacional e passa a ser muito mais consultivo uma vez que, no mundo em constante evolução em que vivemos, cada indivíduo sempre precisará buscar atualização de conhecimentos e habilidades e o profissional de treinamento deve ajudar como um conselheiro ou facilitador deste processo. Você está pronto(a) para esse desafio?

Equipe Clarity Solutions