Microlearning: o conhecimento na medida certa

 

Equipes mais enxutas e mais trabalho a realizar. Esse é o cenário comum em tempos de crise ou em indústrias altamente competitivas. Neste contexto o tempo se transforma em um ativo cada vez mais valioso. As organizações possuem o desafio permanente de desenvolver suas equipes sem comprometer grande tempo dos seus colaboradores.

E o desafio do desenvolvimento de pessoas não aumenta somente pela escassez de tempo, mas pela crescente complexidade dos negócios. A competividade eleva naturalmente o “degrau de conhecimento” a ser vencido e exige cada vez mais de cada indivíduo.

Os indicadores de retenção e engajamento de colaboradores não são bons na maioria das organizações. A maior parte das pessoas não ama os seus empregos e estão dispostas a trocá-lo por um salário um pouco melhor. Além disso, é evidente (sobretudo em um país como Brasil) a necessidade de desenvolver as pessoas para melhorar seu desempenho, fruto de uma formação escolar cada vez mais fragilizada.

Tais condições vêm contribuindo para o fortalecimento do microlearning, como uma estratégia extremamente eficaz para levar conhecimento de forma simples, flexível e eficaz. O microlearning consiste em pensar, desenvolver e entregar objetos de aprendizagem de curta duração.

Os formatos podem variar bastante, mas o conceito essencial do microlearning é que uma pessoa invista poucos minutos ou até mesmo segundos para obter uma informação ou um conhecimento que lhe seja útil.

O fato de ser breve aumenta o engajamento das pessoas. Peças curtas são melhor aceitas uma vez que vivemos uma época em que as pessoas não demonstram muita paciência para ficar muito tempo assistindo alguma coisa, a não ser que seja um conteúdo excelente e que realmente consiga se conectar com elas.

O microlearning pode ser entregue em formatos simples como textos, quizzes, ou em formatos mais elaborados como web series, fotonovelas, podcasts, vídeos, minijogos, etc. O ideal é combinar e variar formatos para obter melhores resultados de engajamento e de aprendizagem.

É importante pensar também na mobilidade, ou seja, garantir que as pessoas consigam acessar tais objetos inclusive a partir dos seus dispositivos móveis. Isso sim significará flexibilizar a aprendizagem e aumentar a produtividade de uma equipe. Lembre-se de que os dispositivos móveis exercem atualmente um poder enorme nas nossas vidas. Quem não olha imediatamente o seu smartphone quando o aviso sonoro indica a chegada de uma nova mensagem? Quem não pega e consulta o smartphone logo que acorda?

O microlearning, entretanto, deve ser visto como um processo. O fato de estarmos falando de pílulas de conhecimento acaba limitando a quantidade de conhecimento entregue, mas o conhecimento relevante não deixa de existir. Por isso torna-se necessário desenvolver uma grande quantidade de pílulas de conhecimento que possam ser absorvidas gradualmente pelas pessoas (em doses homeopáticas).

E tais conteúdos precisam ser muito objetivos e direcionados para o seu propósito. Para os usuários deve ser uma experiência positiva, o que significa ter acesso sem dificuldades e perceber o valor do conteúdo recebido. Precisamos pensar em tecnologia e conteúdo como uma coisa só para não criarmos dificuldades de acesso que podem diminuir o engajamento do público-alvo.

Outra vantagem do microlearning é aproximar aprendizagem e prática. No treinamento em sala de aula um instrutor compartilha (durante um dia inteiro) uma enxurrada de conhecimentos e informações que poderão ser aplicadas um dia pelo aluno. Esta distância entre teoria (sala de aula) e prática (aplicação do que se aprendeu) reduz grandemente a eficácia do modelo tradicional.

O microlearning deve ser aplicado de forma planejada, o que inclui técnicas de repetição, espaçamento, variação e relacionamento dos temas para promover maior aprendizagem. Essa entrega gradativa e espaçada do conhecimento permite uma posterior aplicação imediata do que foi aprendido pelos alunos. Deve-se inclusive orientar o aluno sobre a importância da prática e como conduzi-la visando maior aprendizado.

Esta percepção clara, pelo público-alvo, de que o conhecimento obtido pode ser aplicado e gerar resultados é o principal combustível para se criar uma cultura de aprendizagem que realmente valoriza o conhecimento disponibilizado por meio do microlearning. Isso naturalmente motivará o compartilhamento do conhecimento pelas próprias pessoas, ampliando as possibilidades de aprendizagem e fazendo com que elas se tornem protagonistas deste processo.

Equipe Clarity Solutions

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