Vamos gamificar o onboarding?

Provavelmente você já ouviu falar sobre onboarding, mas para algumas pessoas esse pode ser um termo novo. Onboarding é uma palavra inglesa, que pode ser traduzida como “embarcando” e que trata de uma série de processos ou atividades pelos quais um novo colaborador, recém-admitido pela organização, deve passar, de modo a se preparar para o início da sua função.

Portanto, é natural que cada organização desenhe e execute o seu próprio programa de onboarding, adequado ao seu tipo de operação, à sua estrutura e cultura. Pesquisas realizadas sobre o tema mostraram que organizações realizadoras de um programa de onboarding bem estruturado podem aumentar significativamente a probabilidade de permanência do novo colaborador na empresa, três anos após seu ingresso.

Segundo metodologia da SHRM (Society for Human Resource Management) o onboarding deve tratar adequadamente quatro fatores, os chamados 4 Cs: Compliance, Clarification, Culture e Connections (em Português: Conformidade, Esclarecimento, Cultura e Conexões).

A conformidade trata de políticas e regras que o colaborador deve conhecer e respeitar. A dimensão do esclarecimento aborda aquilo que o colaborador deve saber, para realizar sua função em atenção às expectativas da organização. Cultura envolve a apresentação ao colaborador das características e normas organizacionais, que sejam relevantes e de ordens formais ou informais. Sobre as conexões: estas referem-se às informações sobre ferramentas e sistemas disponíveis, para suportar a atividade profissional, além de reforçar a importância das relações interpessoais.

Podemos dizer que, para grande parte das pessoas, o assunto pode não gerar, espontaneamente grande empolgação. Se pensarmos em uma trilha de onboarding, que trate minimamente bem as dimensões mencionadas anteriormente (4 Cs), com diferentes módulos e um tempo razoável de estudo, existe a grande probabilidade de que uma parcela significativa dos participantes a considere (a trilha) entediante, seja ela aplicada no modelo presencial (modo tradicional) ou mesmo on-line.

Nesse contexto, a gamificação pode se apresentar como uma ótima estratégia para tornar uma trilha de onboarding mais atrativa e engajadora, o que na prática significa torná-la mais efetiva. Se a gamificação ainda não for uma temática familiar para você, sugerimos a leitura deste nosso artigo: porque a gamificação é um caminho poderoso para a educação corporativa.

Uma “trilha gamificada” é aquela que apresenta uma abordagem lúdica, quer dizer, valendo-se de elementos de jogos, ou seja, características aplicadas pensando justamente em aumentar sua atratividade, tornando a experiência do participante mais interessante e até mesmo divertida.

Imaginemos uma trilha, que apresente ao participante diferentes atividades de aprendizagem a serem realizadas, cada uma com um formato educacional distinto. Podemos pensar, inclusive, em atividades presenciais combinadas com atividades on-line, ou seja, uma trilha mista ou blended.

Essa diversidade de linguagem e formatos já é uma característica importante para quem deseja oferecer uma experiência diferenciada e atrativa, evitando  repetitividades de formato, que podem entediar, levando ao desengajamento de parte do público.

Pensando em “gamificar” a trilha, podemos voltar nossas atenções para pontos diversos, tais como:

  • Utilização de atividades ou objetos educacionais em formato de desafios e/ou simuladores, com elementos de jogos, que promovam a tomada de decisões diante de situações típicas da organização, o que aproxima o conceito teórico da aplicação prática;
  • Reforço do conhecimento estudado por meio de quizz-games rápidos ou pílulas de conhecimento, que possam ser encaixados ao longo da trilha ou até mesmo oferecidos de modo mais informal;
  • Adoção de uma plataforma gamificada, que atribua recompensas (pontos, medalhas, troféus, experiência, etc.) de acordo com o nível de participação e desempenho em avaliações, quizzes, tarefas, etc.;
  • Uso de pontuação (score), pode servir como base, para posicionar o participante dentro de escalas de performance ao longo da trilha. Isso pode aumentar a motivação e a dedicação a fim de obter melhores resultados;
  • Uso de rankings comparativos, em que um participante consegue visualizar a sua posição dentro de uma “competição” com outros colaboradores ou pares, tendo como base justamente os pontos ou a experiência acumulada ao longo da trilha;
  • A possibilidade de tais recompensas virtuais serem trocadas por recompensas reais. Existem plataformas que já permitem gerenciar a troca de pontos por prêmios físicos como mochilas, botons, pins, canecas ou até mesmo vales virtuais para serviços diversos como Uber, Netflix, etc.

É fácil perceber que existem amplas possibilidades de aplicação da gamificação em um programa de onboarding. O mais importante é ter em mente, que o principal objetivo é levar ao participante uma experiência engajadora, ou seja, algo que gere atratividade e consequentemente aumente a probabilidade de aproveitamento do conteúdo apresentado, pelo público atendido.

Uma prática recomendada, sobretudo para quem deseja implementar a gamificação pela primeira vez, é contar com ajuda especializada, ou seja, contar com a assessoria de alguém, que possa ajudar a desenhar uma estratégia de uso da gamificação, de modo a assegurar que os objetivos pretendidos sejam alcançados.

Isso é fundamental, pois é comum encontrarmos projetos em que a gamificação aplicada acabou se tornando algo maior do que o programa em si, gerando uma perda do foco principal pelo público: ampliar a probabilidade de que os participantes aprendam. Isso significa que a gamificação deve ser aplicada na dose certa: uma dose muito pequena pode não gerar o efeito desejado e uma dose excessiva pode tirar o foco do que realmente importa.

Se você tem o desafio de implementar uma trilha de aprendizagem gamificada com foco em onboarding e está em busca de soluções para viabilizá-la, faça contato com a nossa equipe. Teremos satisfação em conversar sobre o seu projeto e os seus desafios.  

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