Como embarcar a RA em programas de aprendizagem on-line

Talvez você já tenha conhecimentos sobre a Realidade Aumentada, mas cabe aqui uma rápida e sintética conceituação sobre esta tecnologia, sobretudo para quem o tema ainda é novo.

A Realidade Aumentada (RA) é um recurso tecnológico, que sobrepõe elementos virtuais, interativos e tridimensionais em um ambiente real. Essa sobreposição acontece em tempo real por meio de dispositivos eletrônicos, como smartphones ou tablets.

Trazendo essa definição para um entendimento mais prático, trata-se de um recurso que permite apontarmos a câmera de nosso smartphone ou tablet para algum lugar, objeto, rótulo, símbolo (alvo), etc., e com isso fazer aparecer na tela, além da imagem “real” (para a qual apontamos), elementos virtuais que de fato não estão lá.

Muitos já ouviram falar ou tiveram contato com o jogo Pokémon Go, no qual as pessoas saem com seus smartphones à caça de monstrinhos virtuais, que não existem de verdade, mas que aparecem na tela do celular e que por ali podem ser capturados ou manipulados. Esse jogo talvez seja um dos exemplos mais populares de aplicação da RA no mundo.

Se você quiser se aprofundar nos conceitos de RA, recomendamos que depois leia esse nosso outro artigo: Realidade Aumentada, uma Tecnologia Realmente Inovadora.

E qual é a relação entre RA e a Educação a Distância (EAD)?

Normalmente, a primeira impressão ao se conhecer o recurso de RA é imaginar a sua aplicação em ações presenciais, inclusive indo além das iniciativas educacionais, principalmente em ações promocionais ou de marketing. Isso é absolutamente correto, mas de fato podemos pensar em uma aplicação muito mais variada e abrangente.

O fato de a RA ser viabilizada por meio de um dispositivo móvel já elimina barreiras geográficas. A segunda característica a se destacar é que a experiência de RA pode depender unicamente de um aplicativo instalado, de um alvo específico e de um usuário que manipule o dispositivo. Trata-se, portanto, de um cenário bastante simples nos tempos tecnológicos em que vivemos.

No contexto da aplicação da RA em ações educacionais podemos fazer uso da mesma simplicidade. Podemos pensar, por exemplo, em um aplicativo baixado no smartphone ou tablet do usuário/aprendiz, que conterá informações sobre um determinado objeto a ser estudado e que permitirá, na tela do aparelho, uma reprodução virtual desse objeto com elementos de interatividade e exploração.

Estamos falando aqui de simular um procedimento ou até mesmo o funcionamento de um equipamento, trazendo para a EAD uma oportunidade de aplicação prática muito mais próxima da realidade. Isso pode significar um avanço incrível quando pensamos que historicamente a EAD se prestou muito bem para a disseminação de conceitos com maior ênfase teórica, e que sempre existiram limitações e restrições para abordar de forma efetiva a parte mais prática da aprendizagem.

Vamos pensar em um exemplo hipotético para ilustrar esta ideia: imagine que um fabricante de equipamentos médicos tem uma nova máquina para uso laboratorial e precisa treinar uma rede de técnicos de manutenção a distância.

Para o treinamento de manutenção de equipamentos, nada melhor do que ter o objeto de estudo ali na sua frente, para que o aprendiz possa observá-lo de vários ângulos diferentes e em alguns casos até simular uma operação na máquina.

Diante da necessidade desse treinamento de nossa hipótese temos duas saídas comuns:

  • Reunir todos os técnicos (que podem ser muitos e estar fisicamente distantes de nós), para que observem o objeto a ser estudado e para que possam, eventualmente, apontar para diversas partes cruciais do equipamento e perguntar coisas como: “Pra quê serve este parafuso?” Ou ”este reservatório é pra encaixar o tubo de ensaio com a amostra? Ele é removível?”.
  • Uma segunda possibilidade é criar uma “cópia virtual” da máquina e disponibilizá-la virtualmente para o técnico-aprendiz. É assim que vai funcionar a RA!

O usuário terá ali, onde quer que esteja, um objeto de estudo virtual, que poderá visualizar através da tela de seu smartphone ou tablet, apenas apontando a câmera de seu aparelho para um alvo específico ou até mesmo para um “espaço vazio” no ambiente onde se encontra.

Imagine agora que o indivíduo consiga interagir com a máquina (na tela) utilizando os seus dedos para acionar botões, desencaixar ou acoplar peças, por meio de instruções específicas que o guiem na jornada.

Uma matéria do site Olhar Digital (de 09 de março de 2021) aborda justamente um projeto implementado pela BMW em parceria com o SENAI para a realização de treinamentos a distância, voltados para profissionais das concessionárias da marca automotiva, com o uso da tecnologia de RA. Confira o link para esta matéria no final deste artigo.

Abrindo um pouco mais a nossa mente, podemos imaginar o mesmo tipo de aplicação para outros contextos de capacitação, mesmo aqueles que não sejam técnicos, tais como treinamentos para melhorar habilidades comportamentais ou de vendas.

E ainda podemos ir bem além disso…

Imagine que a RA pode ser aplicada como parte de um programa mais amplo que integre diferentes atividades de aprendizagem (em diferentes formatos) dentro de uma trilha de certificação do conhecimento.

Desta forma, o participante em algum momento participará de uma ou mais atividades interativas usando a RA para aplicação mais prática do que estudou antes em atividades em formatos mais tradicionais e conceituais, tais como videoaulas, e-books, e-Learning, etc.

Seguem algumas ideias básicas de utilização da RA em treinamentos a distância, tanto como elemento único, quanto como apoio para ilustrar e facilitar a compreensão de conteúdos apresentados em outros formatos:

  • Treinamentos para técnicos de redes de assistência técnica;
  • Cursos sobre temas específicos, para profissionais da área de saúde;
  • Apoio detalhista de manuais de montagem (pode ser ofertado até mesmos para clientes);
  • Simuladores voltados para ações de atendimento e/ou vendas;
  • Cursos para estilistas de modas;
  • Dentre outras inúmeras possibilidades.

E se além de tudo isso, nós pensarmos em aliar a RA ao conceito da gamificação! Sim, isso é perfeitamente possível, e nos remete novamente ao fenômeno Pokemon Go, que é exatamente uma aplicação de RA com abordagem lúdica.

A adoção de elementos de gamificação dentro de uma aplicação RA pode tornar a experiência, que já era interessante pela sua natureza, ainda mais divertida e engajadora. Essa é uma combinação capaz de aumentar exponencialmente o nível de engajamento e de retenção do conhecimento pelos participantes.

Apostamos que você já pensou em alguma aplicação da RA

Será que nós conseguimos despertar o “bichinho da criatividade” na sua mente? Esperamos que sim, pois esse é o propósito deste artigo: instigar o surgimento de ideias inovadoras!

Talvez você já tenha algo em mente que de início possa parecer muito complicado e até economicamente inviável. Entenda que essa percepção é absolutamente normal quando nos deparamos pela primeira vez com algo inovador. Conversar com uma equipe especializada na aplicação de tecnologias em projetos educacionais pode ser uma etapa fundamental para encontrar as verdadeiras oportunidades de inovação nos seus projetos.

Se você tiver uma ideia faça contato com a nossa equipe e podemos conversar sobre ela. O importante é não deixá-la esquecida dentro da gaveta.

O link para a matéria do site Olhar Digital sobre a parceria entre BMW e SENAI, usando RA para treinamentos em concessionárias: https://olhardigital.com.br/2021/03/09/pro/parceria-entre-bmw-e-senai-sp-usa-realidade-aumentada-em-treinamentos/

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