O ROI em ações de educação corporativa

Quando alguém fala em ROI (Return On Investment) ou Retorno Sobre Investimento relacionado a ações educacionais, existem dois vieses que podem ser considerados:

  • O da educação acadêmica, quer dizer, assunto para o Marketing Educacional, que trata do retorno sobre investimento em uma instituição educacional como empresa, uma organização que tem a educação como seu produto gerador de receita;
  • O de uma organização qualquer, que investe em ações de educação corporativa como ferramenta estratégica de busca de melhoria do conhecimento empresarial e consequente aumento das competências na corporação.

Aqui iremos tratar do segundo caso, quer dizer, considerações de Retorno Sobre Investimento realizado em ações educacionais corporativas.

O ROI é uma métrica baseada na relação entre uma determinada aplicação financeira e o retorno obtido por conta da mesma. Esse cálculo de retorno é usado, para prever o possível retorno ou validar os investimentos que já foram realizados.

A fórmula para cálculo do ROI é bastante simples:

Assim é que saberemos se os resultados de uma determinada ação (um treinamento corporativo, por exemplo) trarão ou trouxeram resultados abaixo, iguais ou acima dos valores investidos ação.

No contexto das ações educacionais corporativas, o ROI pode auxiliar o RH e a direção da organização para a tomada de decisões mais precisas.

É notório que ações bem planejadas e executadas trazem resultados positivos para a empresa: maior engajamento, motivação dos colaboradores/treinandos e incremento no rendimento produtivo. Isso sem falar nos ganhos individuais (desenvolvimento de habilidades, melhora da autoestima do funcionário), que contribuem para o clima organizacional.

A questão é: como comprovar que ações essencialmente qualitativas impactaram em resultados, que costumam ser medidos quantitativamente?

Bem, existem muitas variáveis aqui envolvidas, que podem ser usadas como argumentos, até para questionar a efetividade das ações educacionais. Isso faz com que algumas empresas não invistam nessa estratégia ou não a valorizem como deveriam. Isso por falta de conhecimento ou por mera preguiça. Grande equívoco!

Quando tudo é bem planejado, a aferição dos resultados é viável, factível e seus resultados podem servir de referências, para melhores decisões futuras.

Vamos pensar juntos, criando um exemplo (exemplos são ótimos para facilitar o raciocínio):

Vamos supor que precisamos realizar uma determinada ação educacional na empresa, objetivando, como resultado, um aumento da produtividade de funcionários operacionais.

No nosso exemplo, os funcionários serão responsáveis pela produção de parafusos. Eles produzem 10.000 parafusos por semana, que geram uma determinada receita para a empresa.

Bem, nós sabemos (ou deveríamos saber) os custos envolvidos para obtenção desse resultado (10.000 parafusos/semana). Também conhecemos as condições e o contexto em que essa produção é atingida.

Uma vez calculados os custos da ação educacional pretendida, iremos realizá-la.

Pois bem, após o treinamento, executaremos uma verificação e acompanhamento de um mês de produção. Anotaremos a nova receita gerada (o resultado da ação será o incremento de receita) no novo mês de produção (pós treinamento) e aplicaremos na fórmula.

Vamos supor que nesse nosso caso fictício:

  • Custos totais do treinamento = R$ 15.000.
  • Incremento de receita no mês = R$ 3.000 (projeção de R$ 36.000 em 12 meses).

O ROI projetado para 12 meses será:

Quando o fator obtido for maior do que 1 (como no exemplo acima em que chegamos ao fator 1,4), significa que o retorno gerado pela ação foi ou será maior do que o valor nela investido.

Se o fator ficar abaixo de 1 significa que a ação do jeito como foi planejada não valerá o investimento, e alguma mudança deverá ser feita ou dever-se-á adotar uma metodologia alternativa. O apoio de um fornecedor especializado pode ajudar muito na escolha de uma metodologia adequada.

Porém, além de conhecer a fórmula, é preciso considerar outros fatores para que esse cálculo dê certo:

É necessário considerar todos os valores despendidos (direta ou indiretamente) para planejar, desenvolver, implementar e avaliar o treinamento corporativo.

Coloque no papel/planilha/sistema os investimentos em materiais, contratação de instrutores, aluguel de espaços, o uso de tecnologias, o custo das horas dos colaboradores enquanto eles deixam de cumprir sua função para participar das atividades, etc. Planejar é fundamental!

Mas como saber se os resultados foram obtidos por conta de outras variáveis? (Sugerimos nosso artigo: Como medir os resultados do treinamento).

Há também que se levar em conta questões como sazonalidade, para avaliar resultados de vendas. Para esse quesito precisamos comparar variações de períodos anteriores e comparar com o momento de nosso estudo. Por exemplo: historicamente, no período estudado ocorrem aumentos médios de 10% nas vendas. Será, então, prudente descontar esses 10% do incremento nas receitas?

O ROI é um dos fatores que impulsionam a crescente adoção de metodologias digitais na educação corporativa, justamente pelo grande retorno proporcionado quando comparado aos modelos tradicionais de aprendizagem. Para explorar mais a adoção do ROI em projetos desse tipo, recomendamos a leitura do nosso e-Book gratuito: Calculando o ROI em projetos de e-Learning.

Portanto, para se obter bons resultados é necessário planejamento, atenção aos detalhes e trabalho em equipe com profissionais engajados no projeto. E contar com fornecedores de soluções educacionais especializados certamente garantirá maior assertividade.

Se você tiver um desafio como esse, entre em contato conosco e vamos conversar mais sobre o tema!

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