A teoria da carga cognitiva aplicada à educação corporativa

Quando se trata de educação corporativa ou ações de treinamento em empresas, teorias são bem vindas, se puderem fornecer elementos que contribuam na prática, para que alcancemos os objetivos da organização.

Afinal, uma empresa não é um ambiente acadêmico, que pode ocupar seu tempo com pesquisas, que gerem novas teorias e que possam vir a ter alguma aplicabilidade no futuro. Precisamos de teorias já testadas e prontas para serem aplicadas.

Quando se trata de educação corporativa ou ações de treinamento em empresas, teorias são bem vindas, se puderem fornecer elementos que contribuam na prática, para que alcancemos os objetivos da organização.

Esse é o caso da Teoria da Carga Cognitiva.

Mas o que vem a ser isso? O que essa teoria diz?

Todas as pessoas possuem um limite de capacidade de aprendizagem, o que significa que o nosso sistema cognitivo tem um limite natural para codificar dados e informações. Essa capacidade, é claro, varia em cada indivíduo, mas podemos trabalhar com uma média, para efeitos de estudos e de aplicação prática. A essa capacidade de absorção e processamento de dados chamamos carga cognitiva.

Aqui não vamos nos aprofundar em questões históricas que originaram a Teoria da Carga Cognitiva. Basta saber que John Sweller, um psicólogo educacional australiano foi quem a enunciou. Segundo ele “A teoria da carga cognitiva fornece orientações destinadas a ajudar na apresentação de informações, de uma maneira que incentive as atividades do aprendiz e otimize o seu desempenho intelectual”.

Interpretando essa afirmação, podemos completar dizendo que a Carga cognitiva refere-se ao nível de utilização de recursos psicológicos, tais como  memórias recente e remota, capacidades de atenção e de percepção,  representação de conhecimento, raciocínio e criatividade na resolução de problemas.

Vale a pena destacar que ao esforço cognitivo estão associados fatores como:

– A experiência com questões similares às presentes;

– A capacidade de abstração;

– O tempo necessário para a resolução de um problema;

– A estimulação perceptiva;

– O número de atividades realizadas simultaneamente;

– A ansiedade;

– A idade;

– As horas de sono;

– A alimentação;

– Eventuais transtornos psicológicos;

– Problemas físicos e/ou fadiga;

– A inteligência;

– O apoio social e o suporte instrumental.

Para exemplificarmos, quando o estímulo é excessivo, isso pode gerar uma sobrecarga, que prejudica o resultado do processo de aprendizagem.

Um dos fatores limitantes, apontado por resultados de estudos experimentais, do pesquisador George Milleré justamente o limite de retenção humana. Tais resultados indicam que os seres humanos só são capazes de reter 7 + ou – 2 (sete mais ou menos duas) informações na sua memória de curto prazo, simultaneamente.

Mas de que maneira isso pode me ajudar na prática?

Conhecer a teoria e os resultados experimentais que levaram à sua enunciação podem lhe orientar na hora de estruturar o seu curso ou treinamento.

Sabendo que existe um limite na capacidade de aprendizado dos indivíduos e conhecendo o contexto da média dos aprendizes, poderemos construir nosso projeto educacional de forma mais equilibrada e com uma maior probabilidade de sucesso.

É natural pensar que não podemos esperar o mesmo resultado, para uma determinada atividade educacional, de um aprendiz bem alimentado e com carga de atividades de trabalho equilibradas e de outro sobrecarregado de tarefas laborais e que não teve tempo de fazer uma refeição decente na hora do almoço.

Como administrar tudo isso? É importante compreender os princípios teóricos aqui apresentados, mais fundamentações andragógicas/pedagógicas, e ainda os recursos tecnológicos existentes, que devem compor seu projeto educacional corporativo.

É claro que a Teoria da Carga Cognitiva envolve mais detalhes e conceitos, além dos que nos propomos a introduzir neste momento. Portanto, sugerimos pesquisar e aprofundar-se mais no tema caso ele seja de seu interesse.

Mas é muita coisa! É muito difícil fazer tudo isso por conta própria!

Exatamente. Por isso existem empresas especializadas como a Clarity Solutions que podem ajudar, por exemplo, no desenvolvimento de objetos educacionais adequados, fornecendo e indicando plataformas educacionais eficientes e fundamentais para a eficácia do processo.

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