A Educação 4.0 no Contexto Corporativo

Para descrever o conjunto de adventos, que surgiram identificando uma nova era econômica, caracterizada pelos avanços da tecnologia ora presenciados pelo mundo e que estão em processo de integração a fim de nos levar a inovações nunca antes imaginadas, como a Internet das Coisas, Big Data, Robótica, Inteligência Artificial, etc., Klaus Schwab usou o termo Quarta Revolução Industrial, criando um neologismo de maneira quase profética, sobre o que surgiria dali para frente: Indústria 4.0.

Essa alcunha, Indústria 4.0, preconizava o surgimento de outros termos similares e decorrentes dele, que deveriam identificar segmentos oriundos do conceito inicial Indústria 4.0 e atender às necessidades práticas, para sua materialização.

Surgem, então, expressões como: Marketing 4.0; Vendas 4.0; Administração 4.0 e Educação 4.0, esta última foco deste artigo.

Educação 4.0 refere-se ao conjunto de abordagens, estratégias e ações educacionais aplicadas com a expectativa de atender às necessidades no contexto da Indústria 4.0.

Mas por que uma Educação 4.0?

Antes de mais nada, é fundamental fugir dos conceitos nascidos do senso-comum, para se definir o que venha a ser Educação 4.0. De maneira desavisada e sem fundamentação, alguns pensariam que “basta ensinar e treinar as pessoas a operar computadores e outras máquinas e pronto, estamos realizando a Educação 4.0.”.

Os atuais projetos voltados para aprendizagem, que visam preparar o indivíduo, para eficiente e eficaz atuação na Indústria 4.0, vão além do treinamento mecânico, com métodos antigos, para ensinar a operar equipamentos ou tecnologias novas.

O impacto das mudanças conceituais e metodológicas no processo de aprendizado e um olhar inovador sobre as possibilidades pedagógicas, andragógicas ou heutagógicas são fatores que definem a Educação 4.0.

A Indústria 4.0 traz em seu bojo uma grande transformação no modus operandi das atividades nas organizações.

Esse contexto cibercultural não trata apenas da introdução de tecnologias digitais e do uso da Internet nos novos negócios, mas também do comportamento das pessoas e alterações nas maneiras como elas devem enxergar o mundo.

Assim, tanto as técnicas educacionais quanto o acompanhamento desse processo devem ser transformados, reestudados.

Práticas antigas devem dar lugar à mentalidade inovadora, que permita o desenvolvimento das pessoas de acordo com as necessidades e competências do futuro.

Neste artigo, não pretendemos um aprofundamento acadêmico no tema, mas sim levar uma orientação inicial ao profissional, que está buscando compreender melhor o “Mundo 4.0” e que necessita enxergar uma placa indicativa inicial no novo caminho a ser trilhado.

Para tanto, pensamos em algumas dicas para “oferecer um norte” ao caro leitor.

Lembremo-nos, antes de mais nada, que a Indústria 4.0 traz em seu arcabouço uma série de mudanças no processo produtivo, tais como:

  • Big Data: ações futuras baseadas em dados do passado (quanto mais dados, melhor);
  • Simulação de produção: simulação das linhas produtivas com o uso de softwares apropriados;
  • Produção automatizada: uso de robôs e equipamentos digitais em linhas de produção;
  • Máquinas conectadas: sistemas inteligentes, entre outras.

Porém, o sucesso da organização, seja qual for o setor, depende não apenas das máquinas e equipamentos implantados para a produção, mas também (e muito) da força de trabalho especializada e preparada a ser empregada no processo.

É importante que as pessoas, além de operacionalmente preparadas para operar máquinas e equipamentos nesse novo contexto, tenham consciência holística da nova realidade onde estão inseridas. Portanto, não basta investir pontualmente no treinamento técnico do trabalhador. É preciso um programa de educação continuada, que envolva aprimoramento de competências e habilidades de ordens tecnológica e comportamental.

Qualificações e habilidades importantes para a Indústria 4.0

Levando-se tudo o que foi abordado até aqui, o que então esperar da Educação 4.0, enquanto elemento constituinte ativo da realidade da Indústria 4.0, quer dizer, quais as qualificações e habilidades que têm importância e que devem ser desenvolvidas pela Educação 4.0, presente no ambiente corporativo?

  • Conhecimentos sobre TIC: conhecimento básico sobre as tecnologias da informação e comunicação, levando à capacidade de usar e interagir com equipamentos digitais (computadores, máquinas inteligentes, comandos digitalizados integrados, etc.);
  • Capacidade de trabalhar com dados: capacidade de compreender e analisar dados e informações obtidos a partir de máquinas e sistemas. Conhecimento estatístico básico (noções mínimas);
  • Conhecimento técnico: conhecimentos básicos, genéricos e interdisciplinares sobre tecnologia. Conhecimento mais aprofundado sobre a área de sua especialidade de atuação;
  • Habilidades humanas pessoais: compreensão da necessidade de aprendizado contínuo, diante da velocidade das mudanças tecnológicas. Adaptabilidade e facilidade para absorver mudanças. Habilidade para a tomada de decisões. Habilidades de comunicação. Facilidade para trabalho em equipe.

Obviamente esse é um tema bastante amplo e em frequente evolução o que torna necessária uma releitura constante sobre as melhores práticas e tendências que norteiam as iniciativas educacionais no contexto corporativo.

Caso queira saber mais sobre este assunto ou necessite de soluções em educação digital para sustentar novas ações de desenvolvimento e capacitação, faça contato com a nossa equipe e teremos satisfação em conversar sobre os seus desafios.

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